Engana-se quem pensa que o desenvolvimento da linguagem se inicia
quando a criança pronuncia as primeiras palavras, comumente estimulado por
suas figuras materna/paterna pedindo algo relacionado a suas necessidades
básicas.
Antes mesmo de se valer da fala como recurso expressivo, os bebês
emitem sons para se comunicar por meio de choro, balbucio, chamados de
sons pré-linguísticos. Uma única sílaba pode apresentar significados distintos, variando de acordo com contexto.
Segundo Papalia e Feldman (2013, p. 196),
“Da pode significar ‘eu quero aquilo’, ‘eu quero sair’ ou ‘onde está o papai?’.
Uma palavra como essa, que expressa um pensamento completo, é chamada
de holofrase”.
No decorrer de seu desenvolvimento, também é ampliada a capacidade de
identificar os sons pronunciados no ambiente e se valer de gestos.
Oito meses - Os bebês começam a aprender as formas das
palavras, discernindo indicações perceptuais, como
sílabas que geralmente ocorrem juntas (como pa e
pai), e armazenam essas formas possíveis de palavras
na memória. Eles também notam a pronúncia, a
ênfase nas sílabas e as mudanças de tom.
Dez meses - Bebês associam um nome que ouvem a um objeto
que consideram interessante, seja o nome correto
ou não dele.
Doze meses - Começam a prestar atenção a indicações dos adultos,
tais como olhar ou apontar para um objeto enquanto
dizem seu nome.
Entre 18 a 24 meses - Seguem indicações sociais na aprendizagem do
significado das palavras, independentemente de sua
relação com o objeto, ainda que não haja a indicação
dos adultos.
Outro importante avanço linguístico
comumente realizado nesse período de vida ocorre
quando a criança junta duas palavras para expressar
uma ideia (“Dodô caiu”).
A partir desse período, após os 24 meses, a criança gradativamente vai
conseguindo expressar-se combinando três, quatro e cinco palavras, transitando
de frases simples para complexas, entre dois ou três anos até os anos do ensino
fundamental (BLOOM, 1985).
Outros marcos importantes entre os 24 e 36 meses de vida são observáveis
na aprendizagem de novas palavras, cada dia, e na fala que realiza combinações de três ou mais palavras, passíveis de erros gramaticais pelo nível de
desenvolvimento e aquisição da gramática interna.
Por volta dos 36 meses,
demonstram ser capazes de falar até mil palavras, ainda que inteligíveis e
cometendo alguns erros no que tange à sintaxe (PAPALIA; FELDMAN, 2013).

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